terça-feira, 31 de maio de 2011

Mostra Itinerante do IV For Rainbow


A MOSTRA ITINERANTE do IV FOR RAINBOW – Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual, acontecerá em 150 cineclubes de todo o Brasil, com filmes premiados e outros títulos exibidos nesta edição do festival. Estes filmes estarão concorrendo ao troféu Artur Guedes de Melhor Filme, selecionado por júri popular, em todas as localidades de exibição. A Mostra ocorrerá, seguidas de debates, no período de 24 a 30 de junho de 2011.

A Mostra Itinerante do IV For Rainbow será realizada em parceria com o Conselho Nacional de Cineclubes, dentro do programa “Mostra Cá que Eu Mostro Lá".

Os cineblubes que participarão da itinerância do For Rainbow serão selecionados por chamada pública. As inscrições serão feitas on line neste site. Serão selecionados 50 cineclubes cearenses e mais 100 dos outros estados brasileiros.

Estes cines receberão uma maleta artesanal com o “kit For Rainbow”, contendo um DVD com filmes de curta e média metragem exibidos durante o IV For Rainbow, um catálogo, um CD com produtos gráficos para reprodução e textos de interesse da questão LGBT, um cartaz, produtos artesanais com motivos LGBT e camiseta para sorteio ao público das sessões itinerantes.


Kit For Rainbow

O FOR RAINBOW - Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual está consolidado como um dos mais importantes do Brasil, relacionado a esta temática e com acesso gratuito em todos os seus espaços.

Nas quatro edições o FOR RAINBOW atraiu um público médio diário de mil pessoas, percorreu vários municípios cearenses, inaugurou sua itinerância nacional em Porto Alegre, João Pessoa e Santos. Capacitou duzentas pessoas e produziu dez vídeos com a temática da diversidade sexual, utilizados para ações educativas de respeito à diversidade sexual.

O Ceará tem um histórico permanente de práticas discriminatórias e de violência contra as populações LGBT e o FOR RAINBOW busca interferir nessa realidade incentivando uma cultura de paz e celebrando a diversidade humana.

Na quarta edição, apesar de contar com menos recursos materiais, o FOR RAINBOW ofereceu muito mais atrações. O festival tornou-se internacional e inaugurou sua mostra competiva de longas metragem apresentando filmes, entre os quais, brasileiros ainda inéditos no Ceará. Em três mostras foram 61 filmes do Brasil e de diversas outras partes do mundo, formando um caleidoscópio audiovisual de manifestações estéticas da multidiversidade humana vivenciada em nosso planeta.

Além das mostras audiovisuais, o FOR RAINBOW apresenta espetáculos de teatro, dança, música e exposição multimídia de artes visuais. Durante o festival acontecem também várias mesas de debates, uma oficina de realização e oficina de música e a mostra educativa, com exibições seguidas de debates, em dois centros culturais da periferia de Fortaleza.

Muita diversão, tolerância e amor.

Para mais informações, clique aqui.

(O noivo da) Minha Melhor Amiga

O filme “O noivo da minha melhor amiga” não é nada senão uma desculpa (e talvez um complemento) para a minha verdadeira finalidade: fazer uma homenagem a uma das pessoas mais importantes para mim, minha fiel escudeira, também conhecida como Sancho Pança rs, Thelma, Alface, Ninha, Traste, Monga e por aí vai. Seria difícil citar todos os apelidos super carinhosos atribuídos em... (12, 13, 14, 15, 16, 17, 18 e 19) sete anos (caralho!) de amizade.


Mas vamos começar pelo filme e depois pulo para a parte sentimental. E quem não tiver interesse, dá esc e estamos feitos (mas sério, se der para ler, leia, tô fazendo com tanto carinho).

Confesso que fiquei danada (no sentindo de com raiva e não de esperta, ok, Cefas Carvalho?) quando paguei nove (NOVE!) reais para ver uma comédia romântica semana passada. Mas eu estava com saudade de cinema e pipoca... e faltando duas pessoas para a minha chegada ao carinha do caixa, os ingressos de Piratas do Caribe 4 (a que eu assisti esse sábado e resenhei lá no O Chaplin) esgotaram. Além do mais, estava saindo com a dita pessoa que homenagearei no post pela primeira vez depois de, sei lá, três semanas de intriguinhas bestas (parece que ainda temos doze anos, às vezes).
Felizmente, o filme foi congratulado com a presença da Kate Hudson (por quem tenho uma quedinha particular), e isso me fez simpatizar de cara, quando ela adentrou uma cena bêbada e gritando, o que, idiotamente, me fez rir durante uns quatro ou cinco minutos (na verdade, olhar para o rosto dela já é o suficiente para me fazer rir).

Mas Kate Hudson à parte, o filme é aquela velha história da Cinderela sem graça (Rachel) apaixonada pelo príncipe que não pode ter. Nesse caso, não pode e nem deve, já que o tal príncipe namora a melhor amiga dela (Darcy). Mas o príncipe gosta da Cinderela também, então vocês já podem imaginar o final.

O balaio é completo nesse filme: tem amiga doida, tem amigo engraçado metido a garanhão, tem amigo que finge ser gay mas é apaixonado pela Cinderela, tem cena-tapa-buraco de avião aterrissando (totalmente sem sentido, convém dizer), tem traição, tem álcool, e tem comédia. E ainda tem tradução nada a ver do título. De "Something Borrowed", no inglês, teoricamente, "Algo Emprestado", para "O noivo da minha melhor amiga" (Hã??)


É uma típica comédia romântica, sem tirar e nem acrescentar nada. Portanto, se querem um conselho, NÃO PAGUEM NOVE REAIS POR ELA. Baixem da internet se estiverem deprimidos e quiserem rir, ou comprem por, no máximo, dois reais no camelô mais próximo. Mais que isso, é roubo. Só para ajudar, vou pôr um link dele no fim do post, caso interesse a alguém. Mas tá dublado (foi tudo o que eu achei, sorry). Também vou por o trailer só para não dizerem que o post ficou incompleto.

Trailer "Something Borrowed"

Sim, o filme é engraçado. Mas eu passaria sem ele, SE não tivesse caído como uma luva na ocasião em que assisti. Essa merda me fez chorar, acredite. E a razão vai abaixo:

Darcy: “Como todos já sabem, vou me casar daqui a 61 dias. E, Dex, meu bem, eu tenho uma confissão a fazer. Não vai ser o meu primeiro casamento. É. A Rachel e eu somos almas gêmeas desde sempre. Vivíamos grudadas, fazíamos tudo juntas. Tipo, representar o North Dancing, ou inventar a nossa própria coreografia de Hip Hop. Basicamente dividíamos tudo. Inclusive o Ethan. Ele foi nosso par no baile da sexta série. E durante esse tempo todo Rachel e eu fomos inseparáveis. Éramos nós contra o mundo. Depois que nos formamos, ela me trocou por aquela faculdade de Direito idiota, apesar do fato de eu ter desistido da minha vaga na Notre Dame porque ela não foi aceita. Mas tanto faz. No final deu tudo certo, porque ela foi estudar Direito em Nova York, conheceu o meu futuro marido e nos apresentou. Eu nunca vou me esquecer que quando Dex me pediu em casamento, tudo o que eu pensava enquanto ele estava lá de joelhos era que eu queria que a Rachel estivesse lá, me vendo, naquele momento. Dizer que você é minha melhor amiga, seria o eufemismo do século. Você é a irmã que eu nunca tive. Você é... às vezes, a mãe que eu sempre preciso. A grande razão para eu poder me lançar sem medo nas aventuras é porque ela está sempre lá. Ela está sempre, sempre, lá. Eu te amo, Rachel. De verdade. Feliz 30 anos!”

Quando a novela “Alma Gêmea” estreou na tevê, vivíamos cantando a música tema. Isso porque, se almas gêmeas são pessoas diferentes que se complementam, Ana Clara é, sem dúvida, a minha (ou uma das minhas). No início era assim: eu era uma patricinha abestalhada cujo repertório musical limitava-se a Britney Spears, Madonna e Lindsay Lohan, e o guarda roupa era capaz de “incandiar” alguém, devido a quantidade de peças cor-de-rosa. Chegava ao absurdo de vestir uma blusa, um boné, brincos, batom e uma sandália rosa de uma vez, a prova vai abaixo. Ana Clara, por sua vez, era feliz com os cabelos sempre presos, ouvindo seus bons rocks, óculos redondos, aparelho e um quê de autismo que ainda hoje sustenta. Eu era CDF, ela estava um tanto longe disso.




A partir do momento que ficamos amigas, passamos a viver grudadas. O tempo todo. Se alguém (mesmo professores e funcionários) me via sozinha, perguntava: “E cadê Aninha?”. O mesmo com ela. Chegamos ao ponto de sermos separadas de turma. Não que tenha adiantado de alguma coisa. Quando dava vontade, eu ainda ia para a turma dela ou ela para minha. E ai de quem se opusesse. Nunca fomos muito chegadas a hip hop, mas inventamos a nossa própria coreografia de “Man! I feel like a woman”, e o nosso próprio ritmo de “Girls just wanna have fun”, ou “Don’t let me get me”. Dividimos tudo também. Desde nossos amigos (Ronaldo, Thales e Túlio), até livros, cds, dvd’s e batata-frita (quatro itens de que temos maior ciúme. É.)

Bem, às vezes, ela chora dizendo que a troquei pelo Jornalismo. Mas é mentira. Quando não era o Jornalimo, era o Grêmio, eram as aulas, era o vestibular. Eu sempre fui um tanto ativa demais. E Ana Clara estava lá para me puxar do mundo real, às vezes, e evitar que eu tivesse um piripaque qualquer hora dessas. Não lembro de um só relacionamento que ela não tenha me apoiado. Todos, mesmo nas horas mais improváveis, ela estava lá. Para me incomodar – ou me salvar. Desde o meu primeiro beijo. Ainda lembro vagamente de ela querendo bater em um cara nesse dia. Bem, não vou mais a festas por um trauma adquirido nesse dito dia 22 de dezembro de 2006. Mas deixa para lá.

Mas sem sombra de dúvidas, a coisa mais verdadeira dessa fala da Darcy no filme é isso: “A grande razão para eu poder me lançar sem medo nas aventuras é porque ela está sempre lá”. Eu sempre fui muito medrosa, e você sabe disso. Mas aprendi a tomar banho de chuva por sua causa. Aprendi a me melar, a correr riscos, a faltar aulas, a mentir as festas que ia... aprendi a ser quem eu sou e a me deixar ser. Obrigada por isso. Obrigada até por não se importar quando as pessoas acham que somos namoradas, embora a ideia seja repugnante. Sem ofensas, mas você entende.

Os anos passaram. Temos pouquíssima coisa das garotas que éramos quando nos conhecemos. Mas ainda somos amigas e não vejo um motivo para deixarmos de ser. Apesar dos pesares, nos conhecemos a cada dia mais. Você é como um porto-seguro. Quando tudo estiver fodido (com a licença da palavra), ainda tenho você. Como sempre tive nos piores momentos.

E de resto, eu só tenho a dizer Feliz 19 anos, nojenta! Botox na sua vida!


 Darcy: Gente que é amiga desde criança quase sempre se separa algum dia. Que bom que a gente não.
Rachel: Também acho.
Darcy: E nunca vamos nos separar, não é?
Rachel: Não.
Darcy: Acho que não existe ninguem que me conheça mais que você. Nem mesmo o Dexter conhece. Não como você. Eu sinto que você me aceita totalmente.
Rachel: Darcy, por que tá falando isso?
Darcy: Eu não sei, mas quando a gente vai se casar começa a pensar em todos os grandes momentos. E você está em todos os meus.


 Obs: Como prometido, clique aqui para fazer o download do filme dublado. A qualidade também não tá muito boa... Mas para os interessados, promessa cumprida.

sábado, 28 de maio de 2011

Entrevista: Gladis Vivane

Para uma matéria sobre blogs de moda - que tive bastante dificuldade para fazer, convém dizer - tive o prazer de "entrevistar" Gladis Vivane, editora da revista e do blog Salto Agulha. "Entrevistar" entre aspas pois a falta de tempo decorrido de uma pauta que caiu e da necessidade de substituí-la imediatamente não me permitiu encontrar Gladis pessoalmente e tive que enviar as perguntas e receber as respostas por e-mail. Contudo, as impossibilidades não impossibilitaram o excelente conteúdo da entrevista e, por esse motivo, estou postando-a na íntegra aqui, a quem interessar.


Observação: Não me interessava até o momento em que a li. Não que, de repente, eu seja louca por moda. Mas a visão de Gladis sobre o assunto encanta até os maiores assassinos desse mundo, como eu. Não me orgulho disso, obviamente.


Desde quando surgiu o seu interesse por moda?
Meu interesse por moda surgiu junto com o interesse por outras manifestações artísticas. Minha avó - que era também minha professora na escola - sempre usava peças de teatro feitas pelos alunos para ensinar o conteúdo das matérias. Eu fazia várias dessas peças por ano, e adorava. O que mais me encantava era pensar no figurino e nos cenários. Pequenininha eu já escolhia o que todo mundo ia usar, como seriam as maquiagens, e todo o cenário. O engraçado é que não tinha Google naquela época, então era tudo "imaginado". Comecei a procurar livros e filmes para ver como aquelas personagens se vestiam, e me apaixonei pelo cinema. Então foram várias paixões, várias áreas de interesse que me chamaram atenção ao mesmo tempo, ainda na infância. Daí cresci gostando disso, colecionando revistas, filmes e qualquer coisa sobre moda e figurino - coisa que faço até hoje.


Gladis Vivane | Foto: Giovanna Hackradt


A ideia do Salto Agulha (blog e revista) surgiu de onde? Quando me formei em jornalismo pela UFRN, queria que meu Trabalho de Conclusão de Curso fosse sobre moda. Queria fazer uma revista, mas como deixei tudo para última hora, não foi possível organizar o material até a impressão. Então chamei um amigo que fazia sites, e fiz uma revista virtual. O nome Salto Agulha eu escolhi porque remetia à moda, mas também tinha um arzinho de crítica. O lance de agulhar, alfinetar, incomodar, queria dizer que era uma publicação de moda sem frescura. Uma coisa que na época eu sentia falta no jornalismo de moda potiguar - e continuo sentindo. Os profissionais daqui relutam em sair do texto-adjetivo.
Depois que o blog já existia, procurei uma maneira de viabilizar a revista. Isso eu consegui através da Lei de Incentivo à Cultura Djalma Maranhão.


Você já esperava que seu projeto ganhasse tamanhas proporções?
Não. Apesar de adorar moda, eu ainda não vislumbrava uma maneira de trabalhar com isso aqui em Natal. Acabei indo trabalhar como repórter em algumas redações, e, só depois de um tempo, quando vi que não queria aquilo por resto da vida, resolvi abraçar a moda como profissão. Fui estudar moda, e começaram a aparecer trabalhos. A coisa foi fluindo e nesse meio tempo sempre estava escrevendo no blog. Nem sei se é correto dizer que meu blog tem muita projeção... acho que a revista chamou muita atenção por ser algo totalmente novo aqui em Natal. Mas acho que estou ainda muito no começo.


Você trabalha com jornalismo e moda. Com qual dos dois você mais se identifica? Ou é a junção dos dois que te realiza?
A junção dos dois. Sem dúvida. Amo o ofício da reportagem. Não vivo sem entrevistar, descobrir, escrever... e minha realização plea é quando faço isso com temas relativos à moda.


Quais critérios você usa para selecionar as pautas?
É muito do que vivo, do meu cotidiano. Tem um milhão de blogs falando de tendências, do que usar, do que tá na moda... prefiro ter uma abordagem diferente. Prefiro saber porque aquilo está sendo usado, de onde vem, sua história, que mensagem você passa ao usar aquilo. Adoro postar sobre design também, arquitetura (acho que sou desenhista idustrial frustrada rs), cinema... depende muito do período.


Quais os projetos que você ainda pretende desenvolver a curto e médio prazo?
Pretendo me dedicar mais ao blog, ter mais tempo pra ele. Fazer uma nova edição da revista Salto Agulha e iniciar uma pesquisa sobre os códigos da moda nas áreas de comunicação ou antropologia. Não sei ainda o que extatamente, mas tenho sentido falta de estudar rs.


Manter um blog de moda virou febre. O que você acha dessa nova mania? Quais as dicas que você dá a quem pretende seguir esse caminho?
É, ser blogueira é o novo ser DJ. Todo mundo é agora, né? Eu me mantenho de certa forma distante disso tudo. São poucos os blogs que me cativam ultimamente. Muitas blogueiras que estão aparecendo aí criam seus espaços pensando apenas em ganhar brindes e convites para desfiles e inaugurações de lojas. O resultado é que os blogs são todos iguais. Mas não me incomoda, acho que se existe alguma coisa é porque tem quem consuma. E tem público pra tudo.
Mas continuo achando que "blogueira" não é profissão. Minha "dica" - se é que posso dar uma rs - é: se esforce para ser boa em alguma coisa, estude, tenha domínio de alguma área de conhecimento. Aí sim você vai poder escrever bem sobre ela. Seja natural, não escreva esperando nada em troca. E - importantíssimo- leia muito para não assassinar o portugês! rs São coisas básicas para escrever um blog bacana.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Conversa de ônibus

- Sabe, eu estou preocupada. Já disse para a minha irmã levá-lo à igreja.
- Mas não pode ser nada demais.
- É claro que é. Ele é maldoso. Pegou, sem ninguém perceber, escondidinho, a boneca da filha da Soraia. Eram quatro. Quatro bonecas. Pôs dentro da mala e ficou agoniando a mãe para ir embora. Pode?
- Mas ele só tem quatro anos...
- Por isso mesmo. Quatro anos e só quer saber de coisa de mulher. Já disse a Ana que esse menino vai precisar de sessão com psicóloga. E tem que ser logo. E vai ter que ir à igreja para aprender a agir direito. Isso não é possível... menino com coisa de menina. A "palavra" não aceita, e nem eu.


(reprodução de uma conversa real. cada um analise como quiser.)

quinta-feira, 26 de maio de 2011

O Chaplin

Esta blogueira lhes vem nessa noite corrida e cheia de obrigações com o único intuito de divulgar-lhes o novo blog para o qual escreve: O Chaplin.

O blog é uma parceria entre ela e três amigos e, essencialmente, trata de cinema, mas sem descartar demais assuntos culturais.

 É com o intuito de que apreciem que lhes peço que visitem o dito cujo e expressem a sua opinião.

Uma boa noite a todos e todas e visitem O Chaplin.


Reação de Obama e Michelle ao verem o carro da rainha

Larry Downing/25.05.2011/Reuters     

Fiquei imaginando a cãibra no braço desse fotógrafo depois de, finalmente, conseguir essa foto. Como diria Freddy Mercury, "We are the champions, my friend".

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Sobre Adele


Confesso. Me rendi a essa garota. Ela é tão simples quanto a música que canta. E ao mesmo tempo tão intensa. Assim como a música que canta.

Meu primeiro pensamento ao ver o clipe de "Someone Like You" foi: Ta aí uma versão mais comportada de Amy Winehouse. Mordi a língua. Adele é uma artista de verdade, cuja ambição não é ser apreciada, mas levar apreciação à sua voz... à sua música.


Someone Like You

Essa britânica, cujo sucesso - em três anos de atuação, convém dizer - tem sido comparado ao dos Beatles em sua época áurea, foi a primeira artista, ainda viva, a ter uma canção e um álbum como número um ao mesmo tempo na Inglaterra desde Os Beatles, em 1964.

Adele canta com a simplicidade e o talento que vi em poucas cantoras - analisando vivas e mortas. Tão simples que seus dois cd's tinham a sua idade como título. Adele 19 (2008) e Adele 21 (2011). A emoção também é um traço marcante. Ela consegue manter um ouvinte atento sem sequer levantar de uma cadeira... ou mostrar metade dos seios... ou passar duas horas por dia em uma academia... ou treinar coreografias. Adele é uma cantora. E só. Nada de artifícios. Quem gostar dela, que goste por sua música. E é exatamente esse a razão pela qual me rendi a essa voz forte e emotiva, que não precisa de gritos ou performances grandiosas para provar que sabe cantar.

Rolling in the deep (Minha favorita)

terça-feira, 24 de maio de 2011

Disputa estudantil é tema de "Eleição", filme exibido no Cine Assembleia de Maio

 Para finalizar a programação de maio, mês comemorativo do aniversário de seis anos do Cineclube Natal, será exibido nesta quinta-feira (26), dentro da sessão Cine Assembleia, o longa-metragem “Eleição” (Election, EUA, 1999), dirigido por Alexander Payne e baseado no livro homônimo de Tom Perrotta.


O filme, indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Adaptado, é uma sátira à ambição e à busca pelo poder dentro do ambiente escolar. Retrata os conflitos entre alunos e professores da conceituada escola americana George Washington Carver High gerados pela disputa a presidência do Conselho Estudantil. A ambiciosa e destemida aluna Tracy Flick (Reese Whiterspoon) concorre ao cargo com o popular jogador de futebol Paul Metzler (Chris Klein), que tem o apoio do dedicado e premiado professor Jim McAllister (Matthew Broderick), e com a irmã mais nova de Paul, Tammy Metzler (Jessica Campbell), que entra na disputa apenas para vingar-se do irmão. Como numa eleição "de verdade", a trama é recheada de trapaças, negociatas e sujeiras.

"Eleição" faturou os prêmios do ISA (Indenpendent Spirit Awards) de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro, sendo indicado ainda a Melhor Atriz para Reese Witherspoon e Performance Revelação para Jessica Campbell.

A sessão Cine Assembleia é uma realização conjunta do Cineclube Natal e Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. O evento é gratuito e tem início as 18h. A pipoca é cortesia da casa!

Nota: Pede-se aos participantes que não trajem bermudas. Aconselha-se ainda que levem casacos devido à temperatura do local.

Mais sobre a programação do Cineclube Natal em 2011 aqui

Entre a gasolina e a maquiagem

Tradicionalmente tida como uma profissão de caráter masculino, pareceu-me um tanto curioso quando, por ajuda do acaso, deparei-me com um posto de gasolina em que todos os frentistas eram mulheres. Ainda procurei e insisti, perguntei, curiosa por aquela digna exceção, mas o fato era, de fato, consumado: as doze frentistas do Posto Odon, no bairro Vale do Sol, em Parnamirim, eram mulheres tão eficientes em seu trabalho quanto cuidadosas em sua maquiagem e cabelo.

A gerente do estabelecimento, Giseuda Souza, trabalha no ramo há dezoito anos e explica o espaço que as mulheres têm preenchido em postos de gasolina: “Quando eu comecei, realmente não exis­­­­tiam mulheres em pos­tos, aí eu comecei a misturar, metade homem, metade mulher. Mas quando eu iniciei na Odon, havia dois garotos como frentistas: um foi promovido e o outro saiu. Então, ficamos só com as meninas. Os clientes diziam que as garotas eram mais cuidadosas, não manchavam o carro e eram mais simpáticas”, relata.

Giseuda explica que a eficiência das mulheres na função consegue ser equivalente a dos homens e acrescenta que ser mulher não é um pré-requisito para trabalhar no atendimento do posto Odon, "mas as meninas acabam se destacando nas entrevistas”, ela justifica.

A funcionária Tais Patrícia da Silva, 20, é uma das garotas do posto Odon. Mesmo cursando Serviço Social no turno da noite e acordando todos os dias às 4h30 para chegar ao trabalho às 5h, ela está sempre correndo entre motos e carros que aproximam para abastecer. O cuidado com a maquiagem e o cabelo chama a atenção em uma profissão em que, em regras gerais, a precaução maior é não se sujar de gasolina. “Nós todas somos vaidosas”, ela confirma o que eu já havia notado. Taís não parece ter problema algum com o trabalho. “Para mim, é um trabalho como qualquer outro”, ela explica antes de sair às pressas para atender um cliente.

Lurdes Alves, de 28 anos, comenta que nos dezenove meses em que trabalha como atendente no posto Odon, comentários como “só abasteço aqui porque só tem mulher” são comuns. Ao que parece, os clientes não se incomodam em ter mulheres no cargo e, alguns, até preferem. Ela conta que as cantadas são frequentes no início, mas como o público do posto é sempre o mesmo, ela e as demais garotas acabam fazendo amizades.


Lurdes Alves, uma das garotas do Posto Odon


A atendente Janaína de Oliveira, 24, já trabalha no posto há três anos e acrescenta que as brincadeiras são inevitáveis, até por ser “novidade” num posto de gasolina frentistas mulheres: “As pessoas comentam que as mulheres estão tomando conta mesmo e os homens estão ficando para trás”, diverte-se.


Tão impecável quanto as outras garotas, Janaína diz que não tem dificuldades em manter os cuidados com a aparência. “Não é difícil ser vaidosa como frentista. Mulher sempre tem um jeitinho para estar bonita, mesmo cheirando a gasolina, não é?”, brinca.


Taís, Lurdes e Janaína são apenas alguns exemplos das inúmeras personagens que redefinem todos os dias o papel das mulheres na sociedade e provam que mesmo os trabalhos tidos socialmente como mais masculinos podem, sim, ser assumidos e até melhorados pelo toque feminino de garotas como elas, que conciliam gasolina e rímel com classe e eficiência indiscutíveis.


Originalmente publicado na página Mulher do Jornal Potiguar Notícias

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Os gays e a Bíblia

Frei Betto, religioso, teólogo e escritor

É no mínimo surpreendente constatar as pressões sobre o Senado para evitar a lei que criminaliza a homofobia. Sofrem de amnésia os que insistem em segregar, discriminar, satanizar e condenar os casais homoafetivos. No tempo de Jesus, os segregados eram os pagãos, os doentes, os que exerciam determinadas atividades profissionais, como açougueiros e fiscais de renda. Com todos esses Jesus teve uma atitude inclusiva. Mais tarde, vitimizaram indígenas, negros, hereges e judeus. Hoje, homossexuais, muçulmanos e migrantes pobres (incluídas as “pessoas diferenciadas”…).

Relações entre pessoas do mesmo sexo ainda são ilegais em mais de 80 nações. Em alguns países islâmicos elas são punidas com castigos físicos ou pena de morte (Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Nigéria etc). No 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 2008, 27 países-membros da União Europeia assinaram resolução à ONU pela “despenalização universal da homossexualidade”.

A Igreja Católica deu um pequeno passo adiante ao incluir no seu catecismo a exigência de se evitar qualquer discriminação a homossexuais. No entanto, silenciam as autoridades eclesiásticas quando se trata de se pronunciar contra a homofobia. E, no entanto, se escutou sua discordância à decisão do STF ao aprovar o direito de união civil dos homoafetivos.



Ninguém escolhe ser homo ou heterossexual. A pessoa nasce assim. E, à luz do Evangelho, a Igreja não tem o direito de encarar ninguém como homo ou hetero, e sim como filho de Deus, chamado à comunhão com Ele e com o próximo, destinatário da graça divina.

São alarmantes os índices de agressões e assassinatos de homossexuais no Brasil. A urgência de uma lei contra a violência simbólica, que instaura procedimento social e fomenta a cultura da satanização.

A Igreja Católica já não condena homossexuais, mas impede que eles manifestem o seu amor por pessoas do mesmo sexo. Ora, todo amor não decorre de Deus? Não diz a Carta de João (I,7) que “quem ama conhece a Deus” (observe que João não diz que quem conhece a Deus ama…).

Por que fingir ignorar que o amor exige união e querer que essa união permaneça à margem da lei? No matrimônio são os noivos os verdadeiros ministros. E não o padre, como muitos imaginam. Pode a teologia negar a essencial sacramentalidade da união de duas pessoas que se amam, ainda que do mesmo sexo?

Ora, direis, ouvir a Bíblia! Sim, no contexto patriarcal em que foi escrita seria estranho aprovar o homossexualismo. Mas muitas passagens o subtendem, como o amor entre Davi por Jônatas (I Samuel 18), o centurião romano interessado na cura de seu servo (Lucas 7) e os “eunucos de nascença” (Mateus 19). E a tomar a Bíblia literalmente, teríamos que passar ao fio da espada todos que professam crenças diferentes da nossa e odiar pai e mãe para verdadeiramente seguir a Jesus.

Há que passar da hermenêutica singularizadora para a hermenêutica pluralizadora. Ontem, a Igreja Católica acusava os judeus de assassinos de Jesus; condenava ao limbo crianças mortas sem batismo; considerava legítima a escravidão;e censurava o empréstimo a juros. Por que excluir casais homoafetivos de direitos civis e religiosos?

Pecado é aceitar os mecanismos de exclusão e selecionar seres humanos por fatores biológicos, raciais, étnicos ou sexuais. Todos são filhos amados por Deus. Todos têm como vocação essencial amar e ser amados. A lei é feita para a pessoa, insiste Jesus, e não a pessoa para a lei.

[Vídeo] Boyanca Angelova

Boyanca Angelova é neta da ex-ginasta romena Nadia Comaneci. A apresentação é de um campeonato europeu de 2008. Parafraseando uma professora "E tem gente que acha que o Ronaldinho Gaucho, Kaká, Ronaldo Fenômeno e Neymar são bons de bola ..."

 

Terapia virtual

Fiz minha descoberta da semana! E olhe que eu bem preciso de um calmante vez ou outra. Mas essas bolhas virtuais - similares àquelas bolhinhas de sacos plásticos que são uma beleza de se estourar - salvaram e salvarão a minha paciência.

Prometo que a minha próxima postagem será um tanto mais construtiva... mas quem não se divertir com o barulhinho prazeroso dessas bolhinhas estourando, atire a primeira pedra. Claro que ainda falta o estímulo de sentir a bolhinha "espocar" entre os dedos. Mas... bem. Vamos dar uma trégua para a tecnologia. Ela se esforça, apesar de tudo. Dica: Selecione a opção Maniac Mode!

Clique aqui e divirta-se!

Kaka: Dois

Imagem: gifsdaprin.kit.net

- Você precisa mesmo ir agora? - ela perguntou, recusando-se a soltá-lo.

- Talvez possa ficar mais alguns minutos... nem todos entraram ainda. - ele respondeu, dando-lhe mais um beijo, como se, com aquele gesto, obrigasse o tempo a esperar a despedida de ambos.

Kaka estava ao lado, sentada em um dos bancos de cimento da rodoviária. Vestia um casaco branco e os olhos quase não se sustentavam abertos às 5h da manhã. Naquele dia tivera certeza que amava mesmo a irmã. Não bastava deixar o cunhado na rodoviária àquela hora, ainda aguentava, pacientemente, as despedidas infinitas.

Ela soube que haviam acabado quando o simpático rapaz aproximou-se dela e estendeu-lhe a palma da mão.

- Vou indo, cunhada. Vai sentir minha falta?

Ela bateu a palma da mão na dele, no cumprimento que lhes era peculiar e respondeu:

- Quem sabe quando eu passar mais de uma semana sem te ver, eu possa conhecer esse sentimento.

Ele riu, assim como a irmã. Sabiam que era o humor natural de Kassandra e não se incomodavam mais com aquilo. A irmã o levou até a entrada do embarque e despediu-se com um beijo. Quando retornou, não só os olhos, mas todo o rosto estava vermelho. Porém o sorriso conformado acompanhava a expressão.

Foram até o carro e Kaka fingia, com ajuda do sono explícito em sua expressão, não enxergar o sofrimento voluntário da irmã, que tanto amava - ainda que não demonstrasse.

Ao entrarem no carro, apoiou a cabeça no ombro dela, como se fosse um travesseiro, e fechou os olhos. Intimamente, ambas sabiam que aquela era uma forma de consolo. Não precisavam de muitas palavras para se entenderem, afinal.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Querido Leonardo...


 Para ver a vida de frente.
Sempre... Para ver a vida de frente.
E entendê-la... do jeito que ela é.
Conhecê-la, finalmente.
E amá-la, do jeito que é.
E então, abandoná-la.

(Filme As Horas)

segunda-feira, 16 de maio de 2011

[Vídeo] Drunk Valet



Bastante interessante. Vale à pena a reflexão... e a criatividade! Ótima e chamativa iniciativa para a conscientização.

domingo, 15 de maio de 2011

Pesadelo mudo de Dementia e A Centopeia Humana são destaques entre outras preciosidades do gênero


Quem se queixa da falta de opções de Cinema alternativo em Natal, onde o pequeno circuito de shoppings se restringe aos “pesos pesados” hollywoodianos, terá a partir do dia 16 como arejar a mente e sair da rotina. Programada para transcorrer até 22 de maio, a V Semana do Filme Cult traz nesta edição seis títulos que mantêm o estilo das anteriores, ou seja, pura variedade dentro do que se compreende pela denominação a qual fazem jus filmes apreciados fervorosamente por cinéfilos das mais diversas gerações. Novamente a iniciativa do Cineclube Natal conta com a parceria da Fundação José Augusto e a colaboração do jornalista e crítico de Cinema Rodrigo Hammer.

A abertura da mostra, no dia 16, é reservada ao clássico O Homem de Palha (The Wicker Man, 1973) que trata de um culto pagão de seguidores "liberais" envolvido no desaparecimento de uma menina em ilha afastada. Ao contrário do que muita gente pensa, a produção não pertence ao vasto rol de "cults" da produtora inglesa Hammer, mas conta com o mesmo clima surrealista daqueles exemplares, dando-se ao luxo de um antológico Christopher Lee na pele de poderoso senhor feudal.

Na terça-feira, dia 17, a semana reserva aos apreciadores do norte-americano Victor Salva (diretor dos excelentes Olhos Famintos I e II) seu filme de estreia Palhaços Assassinos (Clownhouse, 1989). Rodado com poucos recursos, embora empregados com a criatividade peculiar do realizador, foi considerado inovador pelo tratamento dado a um incomum roteiro de “slasher” onde três foragidos de um manicômio judiciário roubam fantasias de palhaço para aterrorizar três garotos numa casa.

A programação será interrompida dia 18 em virtude de evento reservado à pauta do TCP, mas retorna no dia 19, quinta-feira com o insólito “pesadelo” mudo de John Parker, Dementia (Dementia, 1955). O Thriller acompanha uma noite na vida de uma mulher traumatizada por acontecimentos do passado que encontra seus algozes em horripilantes flashbacks.

Reservado à sexta-feira, 20, o bizarro Alice (Neco z Alenky, 1988) do tcheco Jan Svankmajer recria as aventuras do personagem de Lewis Carroll através de um prisma que beira o delírio alucinógeno. A combinação de títeres engenhosos e crítica mordaz aos elementos mais convencionais das fábulas infantis, transformou o longa em entretenimento adulto com o passar dos anos, ao contrário das versões tradicionais para o Cinema.

Talvez o título que melhor expresse a conotação “Cult” da mostra junto a O Homem de Palha, a obra-prima Os Olhos Sem Rosto (Les Yeux Sans Visage, 1960), de Georges Franju, reúne os elementos fundamentais de um Noir temporão para narrar a história de um cirurgião obcecado em reconstruir o rosto deformado da filha usando como matéria-prima, recortes das faces de jovens raptadas em parceria com sua assistente. Será exibido no sábado, dia 21.

Encerrando a semana no domingo, 22, A Centopeia Humana (The Human Centipede-First Sequence, 2009) condensa horror, cientificismo niilista e sadismo extremo para descrever a experiência de um cirurgião decidido a realizar uma “instalação humana” formada por três prisioneiros – duas mulheres e um homem – emendados para deleite do psicopata. Pertencente à safra mais recente do Euroshock, o filme não rendeu a polêmica esperada onde foi exibido, embora apreciado por entusiastas do bizarro mais sofisticado. Como vem fazendo há duas edições, a Semana do Filme Cult inclui uma programação à parte de curtas-metragens exibidos antes de cada sessão.

PROGRAMAÇÃO

16/05 – Segunda-Feira

O Homem de Palha (The Wicker Man, ING, 1973)

Direção: Robin Hardy

Elenco: Edward Woodward, Christopher Lee, Britt Ekland

Sinopse - Policial é chamado a vilarejo em ilha afastada para investigar desaparecimento de menina e se depara com macabro culto pagão em louvor a gigantesco ídolo de palha.


Curta-Metragem

The Hearts of Age (1934) – 8 min.

Direção: Orson Welles/William Vance

Sinopse – Uma sucessão de imagens alinhavadas aleatoriamente e influenciadas pelo Surrealismo. Considerado esboço para o que Welles faria em Cidadão Kane.

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17/05 – Terça-Feira

Palhaços Assassinos (Clownhouse, EUA, 1989)

Direção: Victor Salva

Elenco: Nathan F. Winters, Brian McHugh, Sam Rockwell

Sinopse – Pouco antes do Halloween, três irmãos isolados numa casa são ameaçados por três dementes foragidos que roubam fantasias de palhaços de circo para barbarizar.


Curta-Metragem

O Solitário Ataque de Vorgon (2010) – 6 min.

Direção: Caio Dandrea

Sinopse – Saga de Vorgon, sujeito atormentado pela perda da namorada, que se vê transformado em criatura gigante.

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19/05 – Quinta-Feira

Dementia (Dementia, EUA, 1955)

Direção: John Parker

Elenco: Adrienne Barrett, Bruno VeSota, Ben Roseman

Sinopse – Mulher desperta de pesadelo num quarto de hotel barato e encontra diversos personagens noite adentro que a aterrorizam por circunstâncias ligadas a um passado sombrio.


Curta-Metragem

La Jetée (1962) – 28 min.

Direção: Chris Marker

Sinopse – Colagem de fotografias ilustra futuro apocalíptico após guerra que destrói o planeta em saltos temporais. Inspirou Os 12 Macacos, de Terry Gilliam.

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20/05 – Sexta-Feira

Alice (Neco z Alenky, TCH, 1988)

Direção: Jan Svankmajer

Elenco: Kristýna Kohoutová

Sinopse – A visão de Svankmajer do clássico de Lewis Carroll com apenas o personagem principal em meio a títeres em stop-motion.


Curta-Metragem

La Cravate (1957) – 20 min.

Direção: Alejandro Jodorowsky

Sinopse: Adaptação com o típico toque “jodorowskiano” de romance de Thomas Mann sobre mulher que literalmente “troca as cabeças” entre marido e amante.

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21/05 – Sábado

Os Olhos Sem Rosto (Les Yeux Sans Visage, FRA, 1960)

Direção: Georges Franju

Elenco: Pierre Brasseur, Alida Valli, Juliette Mayniel

Sinopse - Brilhante cirurgião ajudado pela assistente, rapta jovens com a finalidade de remover partes de seus rostos e implantá-las no de sua filha desfigurada.


Curta-Metragem

Meshes Of The Afternoon (1943) – 14 min.

Direção: Maya Deren/Alexander Hammid

Sinopse – Em clima onírico, a jornada de uma mulher e seu universo particular de delírio num apartamento sombrio.

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22/05 – Domingo

A Centopeia Humana (The Human Centipede-First Sequence, HOL, 2009)

Direção: Tom Six

Elenco: Dieter Laser, Ashley C.Williams, Ashlynn Yennie

Sinopse – Cientista louco sequestra trio de turistas a fim de “remontá-los” como uma nova espécie de animal: uma centopeia humana formada pela emenda de suas bocas com seus retos.


Curta-Metragem

Escola de Carteiros (1947) – 16 min.

Direção: Jacques Tati

Sinopse - Tati, depois de ter as primeiras lições de carteiro, arma a maior confusão no seu novo emprego.

Carta de protesto

Divulgando à pedido do estimado professor Fábio Dias

Cidadãos natalenses, no dia 25 de fevereiro de 2011, precisando dos serviços da DVN Vidros, contratamos seus serviços para confeccionar uma janela, efetuamos o pagamento neste mesmo dia e foi nos dado um prazo de dez dias, aguardamos vinte dias e não obtivemos nenhuma resposta. Entramos em contato e nos foi pedido mais cinco dias em vista do carnaval. Após um mês, entramos em contato mais uma vez e nos deram uma data e horário de instalação, neste dia não saímos de casa esperando OS PROFISSIONAIS da DVN VIDROS! Buscamos mais uma vez uma explicação e agora veio a sua eficiência: informaram-nos que havia confeccionado a janela com as medidas erradas e precisariam de mais um tempo para fazer os ajustes necessários e assim que estivesse pronta entrariam em contato. Hoje são 14 de maio e ainda estamos esperando esses ajustes e o contato da DVN VIDROS.

Desde o contrato assinado e pago, cidadãos, a DVN VIDROS nunca entrou em contato conosco, foi sempre a nossa necessidade, prejuízos materiais e mentais que buscaram uma resposta. Caso fosse o contrário - o serviço prestado e o não pagamento - nosso nome estaria no SPC, SERASA e Deus sabe mais onde estariam eu e meu nome.

Não temos tempo para procurar PROCON, ir à audiência - e sabe-se lá a quantas. Gostaríamos de procurar nossos direitos, mas de estresse basta a que a falta desta janela e a eficiente DVN VIDROS nos fizeram, por isso faço esse protesto via e-mail e peço que espalhem, usando toda a EFICIÊNCIA deste meio de comunicação, para que a DVN VIDROS também sinta um pouco o prejuízo que tivemos e já que não posso sujar seu nome no SPC, SERASA... sujaremos neste meio democrático.

Indignado e esperando ressarcimento,

Professor Fábio Dias e Enf. Thalyne Yuri

sábado, 14 de maio de 2011

Marcha das Vagabundas (SlutWalk)

Dizer que os assédios sexuais e estupros acontecem devido à forma como uma mulher se veste - ou não se veste - é o mesmo que sugerir que uma pessoa é morta por um serial killer por andar sozinha, ou que uma mulher é espancada por ter casado com o homem que ama - ou amava.

De uma coisa, eu tenho certeza: As mulheres não escolhem ser estupradas, e é um problema social e não apenas delas que não possam usar seus shorts ou minisaias sem que um maníaco as ataque. 


Então, quando o policial Michael Sanguinetti, em um momento infeliz, resolveu sugerir que as universitárias de Toronto, no Canadá, usassem roupas mais "decentes" para ir às aulas a fim de que não fossem assediadas, nada mais justo de que um protesto estourasse: A Marcha das Vagabundas, ou SlutWalk. Ora... talvez ele só quisesse ajudar aquelas garotas, mas ajuda mais eficiente seria um incentivo maior na segurança pública para prender os pervertidos


SlutWalk em Toronto. Movimento aconteceu em 3 de abril.


SlutWalk em Boston - EUA. "É o meu corpo e eu faço dele o que eu quiser"


A questão é que a Marcha já obteve repercussão em vários países, tendo, inclusive, obtido uma "edição" em Boston, nos EUA. As convocações e manifestações se dão por meio das redes sociais e ao que parece as próximas Marchas já estão em processo de organização. As garotas saem às ruas, "mal" vestidas (ou não) e protestam com catarzes à sua liberdade de trajarem o que quiserem sem que seu corpo sofra as consequências. Adorei. Só digo que se a ideia chega ao Brasil, serei a primeira a apoiar. Talvez minha parcela de puritanismo não me permita trajar conjuntos reduzidos... mas quem precisar de ajuda para os cartazes e a voz, estamos aqui!


"Não nos digam como nos vestir. Digam aos homens para não nos estuprar"

sábado, 7 de maio de 2011

Mulheres de dupla jornada

Como as mães conciliam dedicação no trabalho e atenção para os filhos

Desde meados da década de 70, as mulheres têm assumido um papel diferenciado na constituição social e familiar. A função que antes se resumia à administração do lar e educação dos filhos agora acumula também, na maioria das famílias, um lugar no mercado de trabalho. O salário do pai nem sempre é suficiente para o sustento da família que, hoje, tem uma média de quatro membros. Algumas famílias, contudo, sequer têm um pai e as mães têm a obrigação de sustentar, sozinhas, a si mesmas e aos filhos.  Nesse contexto é que surgem as mães de dupla jornada, que se esforçam para manter o profissionalismo e a qualidade no trabalho, mas que ainda têm como papel primordial a educação e cuidado com os filhos.

Maria de Lurdes Ferreira, 27, deixa todas as segundas-feiras a casa onde mora com o marido e a filha de oito meses, em Monte Alegre, e viaja durante duas horas para Parnamirim, onde trabalha na Rainha do Pastel, no bairro Cohabinal.

“Eu trago a Maria Heloísa comigo e ela fica na casa da minha vó enquanto eu trabalho. Eu fico tranquila porque minha vó e minha irmã cuidam dela, mas sempre bate aquela saudade, né? Eu ligo para ela e eu percebo que ela fica feliz de me ouvir”, conta Maria de Lurdes, que apenas ao fim do dia, após as oito horas de trabalho, vê a filha. “Ser mãe não é difícil, mas é preciso ter responsabilidade”, ela explica, afinal, quando chega em casa a pequena Maria Luíza ainda espera ansiosa o carinho e os cuidados singulares da mãe.

Quando indagada sobre o que gostaria de ganhar no dia das mães, uma amiga de Maria de Lurdes é mais rápida e responde por ela, em tom de brincadeira “Ela disse que quer um fusca e uma cadeirinha rosa para a Maria Heloísa”. Maria de Lurdes sorri, mas depois que a amiga ausenta-se ela confessa: “Eu não ligo para presente não, o mais importante é a saúde dela”.

Já a secretária da concessionária Dias Multimarcas, Fátima Medeiros, 47, queria mesmo era estar com o filho mais velho no dia das mães. Pedro Henrique, 20, mora há um ano em Minas Gerais. “Mas a gente liga, não é?”, ela sorri, conformada, embora o brilho diferenciado dos olhos denunciem uma emoção ao lembrar a ausência de um do três filhos.

Além de Pedro, Fátima ainda é mãe de duas garotas: Luísa, 16, e Heloíse, 15. Ela conta que, assim como o marido, sempre trabalhou. “Saio de casa às 7h e chego só à noite”.

Para ela, a maior dificuldade de trabalhar foi ter que deixar os filhos com outras pessoas. A solução foi selecionar bem as pessoas com quem os deixava. “Hoje em dia não precisa mais. Mas a mãe que é mãe nunca deixa de ter aquele cuidado com os filhos, não é?”, admite.

Fátima lamenta o pouco contato que teve com os filhos durante a infância. “A gente nunca aproveita bem a infância dos filhos; quando começam a andar, quando começam a falar, eu nunca vi isso. Quem vê são os outros. Mas a gente quer dar o melhor para eles, então tem que trabalhar, né?”

Para Gizeuda Azevedo, 37, copeira do restaurante e cachaçaria Cai Pedaço, estar com o filho recompensa todo o esforço do decorrer do dia. “Quando um filho é bom, a gente tem muitas alegrias. Mas o melhor é poder vê-los, abraçar, beijar. Dá mais ânimo para continuar o dia-a-dia”.

A maior dificuldade para ela sempre foi ter que deixar os filhos, Jackson, 19, e Joice, 12, sozinhos em casa. “Mas o Jackson já era grandinho e cuidava da Joice”.

O marido de Gizeuda, João Paulo, mora em São Paulo e só consegue ir para casa durante as férias, o que fazia com que, muitas vezes, ela acumulasse as funções de pai e mãe dos filhos. “É cansativo, a gente se preocupa com eles, mas no fim consegue dar um jeito”.

O presente ideal de Gizeuda para o dia das mães? “O presente que eu gostaria de ganhar é que eles continuem sendo quem são. E que tenham saúde.”

Embora também trabalhe fora, Janaína Priscila, 29, consegue ter um contato mais próximo com o filho Pedro Henrique de dois anos. “Quando eu estou trabalhando, minha mãe fica com ele, mas como isso aqui (a Panificadora Japão, de onde é administradora) é da gente, eu posso trazê-lo para cá algumas tardes”.


Maria de Lurdes, Fátima, Gizeuda e Janaína


Janaína admite que a parte mais difícil de ser mãe é não poder participar mais ativamente da educação de Pedro Henrique. Ela lamenta não poder passar mais tempo com o filho. “E eu sei que ele sente falta também. Mas ao menos ele pode vir me visitar quando quiser, eu posso trazê-lo para o trabalho às vezes. Melhor para mim, né?”, ela completa.

Com algumas diferenças , essas mães têm algo em comum. Aquelas que ficam com os filhos 24h por dia talvez não conheçam o sentimento que as quatro definem como o melhor da maternidade: “É todo dia chegar lá e vê-los felizes, me esperando. E saber que eles querem ser alguma coisa”, resume Fátima a resposta que as quatro compartilham.

Maria de Lurdes diz que “estar com a filha” é suficiente para deixá-la feliz. Janaína completa: “Quando ele olha para mim, dá um beijo, um sorriso. Eu posso estar triste, com a raiva maior do mundo, mas quando ele faz isso o coração da gente amolece”.


Matéria originalmente publicada no Jornal Potiguar Notícias

Cineclube Natal exibe sessão especial em homenagem ao Dia do Artista Plástico

Em maio, o Cineclube Natal completa 6 anos de atividade e para comemorar esta data promove um mês repleto daquilo que é a essência do cineclubismo: apreciação, reflexão e discussão sobre o cinema.

Além das sessões regulares do projeto, o Cine Assembléia, a sessão Cinéphilie (realizada em conjunto com a Aliança Francesa) e o Cine Mãe Luíza, a programação conta com sessão especial em homenagem ao Dia do Artista Plástico, o "Cineclube Natal visita: Jazzy Rocks", e a quinta edição da já consagrada Semana do Filme Cult, que será realizada de 16 a 22, no Teatro de Cultura Popular Chico Daniel (TCP).


No dia 08, O Cineclube leva ao Jazzy, mais novo music bar da cidade, o documentário indicado ao Oscar 2011: "Exit Through the Gift Shop" (Banksy, 2010). O longa, considerado um dos mais fascinantes e instigantes sobre arte já realizados, retrata a história do movimento "street culture", que tem como um dos seus principais ícones o artista inglês Banksy, roteirista e diretor da obra.


O debate posterior será dirigido por Pedro Fiuza, presidente do Cineclube Natal, e os professores convidados Everardo Ramos e Laurita Salles do Departamento de Artes da UFRN. Durante a exibição ocorrerá uma intervenção artística de grafiteiros em um dos muros do bar, a exemplo da temática do filme.
O evento começa as 16h. O Jazzy Rocks fica situado na Avenida Miguel Castro Miguel, 1503 no bairro de Lagoa Nova. Para consultar o mapa clique aqui.




Trailer - Exit Through the Git Shop

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Sobre Liz Taylor

Na faixa dos meus doces e pretensiosos quinze anos estava eu no encontro semanal que costumava ser responsável pela minha formação cultural, o Clube da Cultura. Era uma reunião com debates, exibições de filmes e discussões sociais coordenados pelo meu eterno mestre Professor Francisco Félix, de Caicó.

Eu tentava sempre acompanhar o ritmo do grupo (e do mestre) para não parecer uma leiga quando mencionassem algum assunto mais inusitado. Então, um dia, quando Elizabeth Taylor caiu, acidentalmente, em pauta no grupo, eu me inseri, empolgada:

Liz Taylor como Cleopatra (1963)

- Ah, Félix, é a que fez Cleópatra, não é?


Tola garota. Sempre aprendendo com os foras dos mais velhos. Dessa vez, ele me respondeu, com o mesmo olhar de desprezo que, posso me gabar, era destinado apenas a mim e a sua outra pupila, Ana Clara.

- Fez ele e dezenas de outros, coquinho. Fique quieta.

A bela Liz Taylor
De fato, Elizabeth Taylor tem mais que "apenas" Cleopatra para orgulhar-se. É uma gama de filmes, séries de tv, participações e dublagens de 1942 a 2003 que fazem dela uma das maiores e melhores atrizes que a sétima arte já contemplou. Não se tratava apenas de seu glamour e beleza singulares. Não. Era mais que isso. Liz Taylor tinha uma visão, de certa forma, progressista à maioria das atrizes que lhe foram contemporâneas, sem falar nas ações humanitárias de filantropia às quais dedicou-se durante três décadas.


Apesar de seus três casamentos mal-sucedidos, apenas um coração de ouro abrigaria quatro filhos (sendo uma adotada) e mais tantas causas sociais.

Liz, certamente, será lembrada por muito tempo. Para alguns, por seu talento. Para outros, apenas como a mais bela Cleopatra que Hollywood já viu. Para tantos, como a atriz dos três casamentos. Mas para muitos, ela será imortalizada por discursos como o abaixo, um dos mais cativantes que já vi em defesa da causa homossexual.

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Liz Taylor na edição do GLAAD de 2000

quarta-feira, 4 de maio de 2011

[Vídeo] Janey Cutler

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'No Regrets' por Janey Cutler no Britain's Got Talent 2010


Nunca é tarde para ser reconhecida e aplaudida de pé...

terça-feira, 3 de maio de 2011

Sobre Shirley Manson



Acusem-me de desinformada, mas a minha descoberta do mês foi mesmo a escocesa Shirley Manson. Não foi necessário mais que um clipe de Garbage assistido casualmente para que eu me apaixonasse pelo estilo agressivo, rebelde e, principalmente, pela voz singular de Shirley Ann Manson. À propósito, sem comparações com Marilyn Manson, ok?

Shirley nasceu em Agosto de 1966 e, até agora, já contabiliza funções de modelo, atriz, cantora e compositora ao longo dos seus bem vividos 44 anos.

Como quase toda cantora de rock alternativo, Shirley frequentou a Igreja Presbiteriana até os 12 anos por influência da família. Eu duvido que ela mantenha os velhos hábitos nos dias de hoje, mas obrigada, Igreja Presbiteriana, por ter revelado a voz da cantora que viria a se tornar um dos maiores ícones femininos do rock. 

Novamente, como quase toda cantora de rock alternativo, Shirley sofreu bullying durante a adolescência, levando-a à depressão e auto-mutilação. O bullying parou quando Shirley parou de bancar a boa moça e decidiu rebelar-se, saindo com pessoas mais alternativas e frequentando lugares mais suburbanos. E eis que a garota deu-se ao respeito. Muito bem, Shirley.

Aos 16 anos, ela entrou na banda de seu namorado, a Goodbye Mr. Mackenzie, tocando teclados e fazendo backing vocals. Dez anos depois, com o fim do Goodbye Mr. Mackenzie (que nunca obteve muito sucesso), Shirley se tornou a vocalista da banda Angelfish.
Nessa época, os outros integrantes do Garbage já estavam trabalhando no projeto e procuravam por uma vocalista. Eles conheceram Shirley pelo videoclip da música "Suffocate Me", do Angelfish.

Tell me Where it Hurts - Garbage


À frente do Garbage, Shirley Manson tornou-se ícone do rock alternativo dos anos 90, esbanjando talento, carisma e muita atitude no palco. A banda teve seu ápice em meados dos anos 90 com os álbuns Garbage e Version 2.0 e emplacou hits como Only Happy When it RainsWhen I Grow Up e Stupid Girl

Foi ainda no Garbage que Shirley emprestou a voz para a música tema de um dos filmes do agente James Bond, 007 - The World is Not Enough. A música, homônima, é uma das mais belas (e compatíveis, convém dizer) trilhas sonoras da sequência 007.

The World is not Enough - Garbage

Em 2007, ano de lançamento do último álbum do Garbage, a banda entrou em um hiato por tempo indeterminado. O lançamento do álbum solo de Shirley Manson estava previsto para 2008, porém, por pressão da gravadora, ele foi adiado.



Atualmente, com o Garbage mais para lá do que para cá, Shirley tem se dedicado à carreira de atriz, atuando como a gananciosa empresária Catherine Weaver, no seriado The Sarah Connor Chronicles.

Shirley Manson também se dedica a trabalhos de cunho social desde 2001, quando se tornou embaixadora de uma campanha da MAC Cosmetics em apoio a pessoas com AIDS. Ela ainda tem uma queda por animais menosprezados. Em 2007, adotou um cachorro que sofreria eutanásia, ao qual deu o nome de Veela*, devido a sua afeição pela série de livros Harry Potter.

Shirley fazendo doação à fundação MAC Aids



*Veela é um ser de trejeitos femininos capaz de enfeitiçar os demais (especialmente os de sexo masculino) com sua beleza. 
Fonte: Wikipedia

segunda-feira, 2 de maio de 2011

[Vídeo] Ninho

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"And I think to myself, what a wonderful world"

Não tão diferente dos seres humanos... Por amor, criam-se os filhotes, dando-lhes alimento e proteção, para depois entregá-los ao mundo. A diferença é que esse processo aconteceu em quatro semanas. 

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