sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

“Teatrinho do Povo” será reformado


A assessoria da deputada federal Fátima Bezerra disponibilizou hoje release informativo de  que os R$ 1,075 milhão necessários à reforma do Teatro Sandoval Wanderley foram empenhados nesta semana.
Os recursos serão utilizados em obras de acessibilidade e compra de equipamentos de luz e áudio de acordo com o projeto entregue pela Fundação Capitania das Artes à ministra Ana de Hollanda em agosto deste ano durante sua visita a Natal.
O projeto de reforma do “Teatrinho do Povo”, como é carinhosamente chamado o equipamento construído no coração do Alecrim pelo então prefeito Djalma Maranhão, tomou fôlego em julho, quando Fátima Bezerra, o secretário municipal de Cultura, Roberto Lima, o diretor do MinC no Nordeste, Fábio Lima, e artistas reuniram-se no local para discutir o assunto. Ficou acertado que Fátima Bezerra estabeleceria uma ponte entre prefeitura e Governo Federal, enquanto a Funcarte elaboraria o projeto.
O Sandoval Wanderley fechou por falta de infraestrutura adequada em abril de 2009. Abrigou importantes projetos locais e nacionais, como o Pixinguinha. A previsão é de que a reforma comece ainda no primeiro semestre de 2012.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

"Não suporte condutas homofóbicas"

Não aguentei não repassar esse vídeo que um amigo querido me apresentou hoje. Trata-se de um filme publicitário para uma campanha anti-homofobia. Não tenho muitas informações, mas os quase quatro minutos do vídeo valem por quaisquer palavras. Assistam... é belo.

Obs: o áudio é em inglês e as legendas em espanhol, mas acho que dá para desenrolar até para quem não conhece nenhum dos idiomas.


domingo, 18 de dezembro de 2011

Capas de Revistas Sinceras

Aproveitando a moda da "sinceridade", começando pelo post de Slogans Sinceros, postarei também algumas capas de revistas sinceras as quais tive conhecimento, como sempre, por meus devaneios pelo Facebook. A primeira delas é verdadeira. Trata-se da última capa da excelente Revista Carta Capital que, sem receios, expôs algo que muitos de nós já sabemos, mas outros insistem em não acreditar: a mídia é mentirosa, sim. E vai manipular a informação, se preciso for, em prol dos interesses de empresários. As outras capas foram elaboradas pela equipe do site Puxa Cachorra! e ficaram muito engraçadas. Postarei as minhas preferidas e quem quiser dar uma checadinha nas outras, dá um pulinho no site.







E essa é a realidade da mídia brasileira, que, obrigada Deus, não é a única a que temos acesso... Bom domingo, folks :)

sábado, 17 de dezembro de 2011

Série Bórgia: deixe seus filhos lerem

Ok, exagerei no título. Mas não tanto. Se seus filhos têm mais de 13 anos e gostam de Mafalda, não faz mal deixá-los ler a excelente série Bórgia, uma quadrilogia de quadrinhos adultos, roteirizada pelo cineasta chileno Alejandro Jodorowsky, responsável pelo esquisitíssimo filme El Topo - esse não é bom deixar seus filhos assistirem - e pelo conceituado desenhista italiano, Milo Manara (da série Click).

Comprei Bórgia por curiosidade. Tanto para saber em que resultaria essa estranha parceria como também para conhecer mais da história proposta no enredo. Descrita como uma "biografia não-autorizada" da polêmica família Bórgia, que causou no século XV, eu prefiro acreditar que a história é apenas baseada em fatos reais e não chega ao ponto de ser biográfica. Porque, né... Pensem numa selva. É Bórgia. Não vou contar muita coisa para não estragar a surpresinha do fim do post... Mas eu digo que é um ótimo caminho para desmistificar a visão que muitos ainda tem da imaculada vida papal.

Os Bórgia são compostos por Rodrigo Bórgia (ou papa Alexandre VI), Lucrécia Bórgia, César Bórgia e Giovanni Bórgia, contudo a história é centrada nos três primeiros citados, os mais pervertidos e perversos. Os quatro volumes (Sangue para o Papa, O Poder e o Incesto, As Chamas da Fogueira e Tudo é Vaidade) contam desde a morte do papa anterior a Alexandre VI até a decadência da família Bórgia. Com muito sangue, sexo, alguns palavrões e uma realidade deformadamente exagerada, fruto de uma parceria que, pessoalmente, eu adorei.

O roteiro de Jodorowsky não foge a sua tendência visceral e sádica e não consigo imaginar um desenhista mais apropriado que Milo Manara para dar formas à intenção do roteirista. Rodrigo Bórgia e Lucrécia Bórgia são figuras importantes da história da Igreja e de Roma e ambos são completamente dissecados nos quadrinhos, que os apresentam em sua forma menos moralística  e mais animalesca possível. Bórgia também faz referências a outros nomes importantes da história: traz um ambicioso Carlos III, um Maquiavel "arengueiro", e um Leonardo Da Vinci que não se corrompe por dinheiro ou poder, mas por sexo.

Para quem ficou curioso pelo roteiro de Jodorowsky ou pela arte de Manara, me amem! Achei um link com os três primeiros livros da série. Claro que não se compara aos livros originais (e, galera, sempre tá baratinho nas promoções do Submarino, comprei os meus por R$ 29,90), mas dá para ter uma ideia da coisa. Vale a pena separar duas horinhas para ler a série. Cliquem aqui e sejam felizes.

Obs: Não recomendado para pessoas com excesso de pudor ou ausência de consciência crítica para assuntos religiosos.

Slogans Sinceros

Em uma das minhas tardes de férias, achei em alguma postagem perdida no Facebook, um link que levava ao tumblr Slogans Sinceros que traz uma seleção de marcas com falsas publicidades contanto a verdade sobre o produto. Decidi selecionar os meus favoritos e trazer para o blog. Confiram:





E aí, o que acharam da ideia? No tumblr há vários outros slogans interessantes ou, no mínimo, criativos, para  dar uma checada. Corram lá :)


domingo, 27 de novembro de 2011

Se você é professor, leia.

Não é por estar a frente de uma sala de aula que alguém merece ser chamado professor. Cheguei a conclusão que essa profissão é mais banalizada que a de jornalista: qualquer pessoa que passe uma atividade qualquer já é classificada como mestre, educador! Pega leve.

Professor é mais. Não digo aqui que você precise passar pelas duras carteiras de uma universidade para ser um professor, embora, preferencialmente, isso deva acontecer. Mas professor é qualquer um que tenha conhecimento (ainda que pouco) e saiba como passá-lo. E não é dissertando sobre algo que isso é possível. Na verdade, eu me corrijo. Professor é qualquer um que saiba fazer com que outro adquira algum conhecimento, ainda que ele próprio não o tenha.

Professor não ironiza, não censura, não satiriza, não faz com um indivíduo pense que "não tem jeito" só porque errou. Professor não faz, mas segura a mão do indivíduo para que ele faça por si mesmo. Professor não desinteressa, professor estimula. Professor não se aborrece, confia.

Se você é professor, nunca: diga que o trabalho do seu aluno está horrível; fale o tempo todo sem parar pois não tem paciência para escutar a errônea fala de seu aluno; faça o trabalho por ele, por mais entendiante que possa parecer explicar uma lição passo a passo algumas vezes; olhe de forma desacreditada para um dos seus alunos; balance a cabeça negativamente enquanto um indivíduo dá o seu melhor; menospreze a capacidade do seu aluno (com alguma ajuda sua, você não faz ideia do quão longe ele pode chegar).

Se você é professor, por favor: seja atento com seu aluno, deixe-o falar; não diga que ele fez besteira, mas que tem certeza que ele pode fazer algo melhor; respeite os limites do seu aluno, mas tente expandi-los; não compare seus alunos, não pegue um deles para exemplo, isso gera sentimento de inferioridade para aqueles que não foram citados; conheça seus alunos o máximo que puder; avalie-os por seu desenvolvimento individual e não por não serem tão geniais quanto o melhor da turma.

Obrigada.
(não, isso não foi pessoal)

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Semáforo

Já passavam das oito da noite e ela ainda pegava o jeito de dirigir àquele horário. Era mais difícil identificar os buracos recorrentes, manter a atenção nos carros que às vezes surgiam sem aviso (e como uma boa iniciante na direção, ela olhava durante quase um minuto para os retrovisores antes de mudar de faixa), e ainda cantarolar os versos de Fiona Apple, que tomava conta do aparelho de som do carro.

"I thought it was a bird but it was just a paper bag..."

Parou em um semáforo e quando viu um jovem e simpático garoto vir a sua direção com uma garrafa de água e um pequeno rodo, ela suspirou e lembrou-se que, mais uma vez, esquecera de pedir uma daquelas pequenas bolsas quadradas de coro onde seu pai costuma deixar moedas no carro. Era quase impossível dirigir por Natal sem uma daquelas, com tantos flanelinhas, deficientes físicos e vendedores que parecem depender dessas moedas para viver. Então, quando ele aproximou, e com um sorriso e o polegar esticado, pediu permissão para limpar o vidro do carro, ela inclinou a cabeça, enrugou a testa numa expressão de quem se desculpa e mostrou também o polegar, mas virado para baixo, numa expressão que também havia aprendido com o pai. Entre flanelinhas e motoristas, significava "estou lisa".

Ao contrário da maioria dos garotos do ramo, aquele rapaz sorriu, compreensivo e tentou com o carro parado atrás, mas a resposta parecia ter sido a mesma. Ela observou a cena pelo retrovisor e estranhou quando o rapaz começou a limpar o vidro de trás do seu carro. "Ora, ele não me viu sinalizar que não tinha dinheiro?", pensou. Mas o rapaz parecia distraído ali. Então outros pensamentos começaram a invadir a cabeça dela. Depois de um dia fazendo aquilo, o garoto ainda parecia ter paciência para uma gentileza. Ela continuou a sorrir, cantoralando baixinho, enquanto observava o rapaz. 

"And I went crazy again today, looking for a strand to climb..."

Quando ele acabou, o semáforo ficou verde e ele não lhe pediu dinheiro novamente. Sorriu para ela, com um ar divertido e ela retribuiu, agradecida e contente pela atitude inesperada. Buzinou de leve e acenou com a cabeça. Continuou o caminho para a universidade, cantarolando, e pensando que da próxima vez que passasse por aquele semáforo, gostaria de estar preparada para retribuir a gentileza.

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