domingo, 24 de abril de 2011

Sobre Religião

Descobri que religião é bom, quando somos crianças, pequenos e um tanto inúteis. Ela nos faz aprender certos preceitos, nos dá uma razão para fazer boas ações e nos condiciona a um moralismo que, no fim, acaba servindo como acréscimo para uma boa educação.

Contudo, depois de certo tempo, se a religião continua como sacramentada e dogmática, sem que se critique ela ao menos um pouco e sem que se tenha coragem de apontar algumas imoralidades óbvias dentro de cada uma delas, o religioso se torna parte de um rebanho, que se tange para um lado e para outro, que bate palmas quando o líder religioso diz que se devem fechar os olhos para os erros de determinada instituição unicamente pelo fato de se fazer parte dela.

Sabe, seu padre, não é bem assim. Acredito e tento amar a Deus, mesmo com todas as suas e as minhas complexidades, mas não me peça para fechar os olhos, como o resto do seu gado, e admitir que a Igreja é linda, justa e santa. Eu não acredito nisso. E gostaria de não acreditar também que a mesma pessoa que prega amor inconstitucional impõe a cegueira voluntária. É meu (e seu e de todos) dever social consertar o que está errado. E se fingem que não se importam com os erros da instituição com que se comunga, qual o sentido, meu amigo, de apontar os erros políticos, judiciais, civis, estatais, ambientais? A isso você deve chamar obediência. Eu chamo hipocrisia.

Religião não é Deus. Deus é muito maior que qualquer religião.

Um comentário:

  1. AMOR.
    Só isso que Ele sempre quis da gente.

    Ótimas palavras, menina linda.

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