sexta-feira, 22 de abril de 2011

O Poder das Palavras

Vídeo a mim repassado por uma amiga. Retrata a mais pura verdade, embora tenha um fim comercial. Trata-se de auto-divulgação da empresa britânica de marketing digital Purple Feather. De toda, forma, vale à pena dar uma conferida!


Às vezes, como é mais importante que o que...

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Cineclube Natal e Assembleia Legislativa promovem cineclubismo para alunos da rede pública

Sessão do filme "Entre os muros da escola” no Cine Assembleia

Cinema, temas polêmicos e debate. Essa será a receita para os alunos da Escola Estadual Régulo Tinôco na noite da próxima quinta feira (28). O Cineclube Natal, em parceria com a Assembleia Legislativa, promove a segunda sessão do Cine Assembleia, ocasião em que os alunos de uma escola da rede pública são convidados a irem à Assembleia Legislativa para assistirem a um filme de conteúdo moral relacionado a escolas e, em seguida, fazem uma discussão a fim de trocarem impressões acerca da produção. A Assembleia encarrega-se do transporte dos alunos.



O projeto, que tem como objetivos o incentivo à cultura no meio escolar e a formação de público para gêneros de filmes diferenciados, não é exclusivo para os alunos das escolas convidadas. Toda a comunidade que tenha disponibil idade de comparecer à Assembleia Legislativa, às 18h, nas últimas quintas-feiras de cada mês pode assistir aos filmes e participar das discussões realizadas acerca das produções exibidas.

Para Nelson Marques, vice-presidente da instituição, a discussão é a essência do cineclubismo. “O que nós fazemos é formação de público, não é uma sessão de cinema pura e simples. É necessário aprender a como ver um filme”, explica.

A primeira sessão do Cine Assembleia voltada para o debate sobre temas escolares aconteceu na última quinta-feira de março (31), com a exibição do longa-metragem “Entre os muros da escola”, do diretor francês Laurent Cante. O próximo filme a ser discutido será o também francês “Os incompreendidos” (1959), do diretor François Truffaut, que narra o difícil e perigoso caminho percorrido pela personagem principal, Antoine Doinel, ao sair de casa, já que seus pais pareciam não se importar realmente com ele, e abandonar a escola, uma vez que aquele não era mesmo o seu ambiente preferido.

A entrada é franca, a pipoca é por conta da casa e o filme vale à pena ser assistido!


Trailer - Os Incompreendidos

Nota: Pede-se aos participantes que não trajem bermudas. Aconselha-se ainda que levem casacos devido à temperatura do local.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Sobre o dia 18 de abril

Passavam das 22h e a pequena garota sabia que a mãe, dona Regina, brigaria por ela não estar dormindo ainda. Mas quem tinha culpa? Ela já havia cantado, contado, pensado e até rezado, como a mãe ensinara, mas nada dava jeito. Achava que estava naquela fase de transição em que o horário de dormir aumentaria, mas infelizmente a mãe não achava o mesmo.

Contudo, Kassandra, a miúda garota de cinco anos e meio, levantou-se embrulhada à roupa de frio que usava para dormir e arrastou o lençol e o sapo de pelúcia até a sala de estar, onde a mãe parecia compenetrada e finalmente relaxada ao assistir um programa noturno. O bico já estava pronto quando Dona Regina percebeu a presença da filha encolhida no corredor que dava para a sala.

- Posso ver TV com você? - choramingou a garota, mais por manha que por outra coisa.

- Por que ainda está acordada, Kassandra? - a mãe olhou para a filha com um olhar tão terno quanto repreensivo.

- Os anjos ainda não chegaram. Estão atrasados hoje. Posso ver TV com você? - insistiu.

- Não está passando nada para a sua idade, filha.

- E quando passam coisas para a minha idade? - retrucou.

- Ora, de manhã, minha querida.

- Mas de manhã eu estou na aula. Eles não pensam nisso?

- Pensam. E é por isso que não há um horário para você. Eles querem que você seja inteligente... e televisão não vai te ajudar a se tornar uma moça inteligente.

A essa altura Dona Regina já desligara a TV e calçava os chinelos de dedo para levantar do sofá, consciente de que a sua missão de mãe ainda não acabara àquela noite.

- Mas você assiste TV, mãe... - choramingou novamente Kaka.

- Isso porque eu não sou tão esperta quanto você - sorriu, divertida, embora os olhos estivessem vermelhos de sono e cansaço acumulado. Ainda assim, foi até a garota e colocou-a no colo, com lençol e sapo, e fez o percurso de volta para o quarto da filha.

- Mãe... eu não vou conseguir dormir. - Kassandra resmungou novamente, agarrando-se ao fiapo de esperança restante para assistir à televisão.

- E quem disse que nós vamos dormir? - a mãe respondeu, com um sorriso maroto nos lábios enquanto acomodova a filha de volta na cama. Sabia que a fórmula que aplicaria a seguir era infalível.

- Então você me conta uma estória? - Kassandra virou de lado na cama, sem perder a mãe de vista, com os olhos bem abertos para que a mãe não fugisse.

- E qual você quer?

- Uma nova, mãe. Inventa!

Ai ai... Nem Rapunzéis, nem Brancas de Neve, Cinderelas ou Belas Adormecidas convenciam a menina mais de uma vez. Era faminta por estórias novas e Dona Regina não sabia de onde conseguia tirar tanta criatividade para uma nova narração quase todos os dias. Pelo menos, nunca precisava terminá-las.

Foi então que sentou-se ao lado da cama de Kassandra, pensou por uns segundos e começou uma estória sobre um peixe dourado que não tinha amigos por ser diferente de todos os outros peixes. Pouca coisa aconteceu ao pequeno peixe. Antes mesmo que Dona Regina conseguisse dar-lhe uma estrela-do-mar como companheira, os olhos de Kaka, outrora tão atentos e determinados a manterem-se acordados, já pesavam o suficiente para só abrirem novamente no dia seguinte.

Dona Regina então, levantou-se do chão frio do quarto da filha e seguiu em direção ao próprio quarto, bocejando, pronta para ela mesma dormir. Não imaginava a proporção que cada estória inacabada daquelas tomava nos sonhos da menina Kassandra, onde o peixinho dourado poderia transformar-se em um golfinho, em um pássaro, e até em gente, se quisesse.




No princípio, era a música...

No princípio, fez-se a música. Limpa e seca, como se deve ser a música de verdade. Então, surgiram os videoclipes. Eles serviam para divulgar e ilustrar a música. A música de verdade. Limpa e seca.

Waterloo - Abba

Então, surgiram os efeitos especiais...

 Madonna - Like a Prayer

 O homem, contudo, insatisfeito com os efeitos especiais, começou a alterar a música...

Britney Spears - Toxic

Determinado a estragá-la, o homem persistiu...

Lady Gaga e Beyoncé - Telephone

Por fim, ele conseguiu.

Katy Perry e Kanye West - ET

domingo, 17 de abril de 2011

Sobre a Felicidade, que não se compra

Tive acesso ao filme A Felicidade não se compra (It's a wonderful life, 1946) em uma das situações menos prováveis possíveis. Contudo, sou extremamente grata a quem me apresentou a ele, embora, provavelmente, esse tenha sido o único contato mais próximo que tivemos e teremos na vida. Com essa pessoa também aprendi algo de que sempre lembrarei: Não leia sinopses. Confie se alguém diz que um filme é bom. As sinopses acabam com boa parcela do encanto dos filmes... e raramente influenciam na opinião que você terá após assisti-lo. Então, se você pretende fazer o download do filme ao fim do post não termine de lê-lo.

A impressão que tive ao assistir A felicidade não se compra é que se Charles Dickens tivesse dirigido um filme, ele seria exatamente assim. Não sei se esse foi, de fato, o melhor filme que já assisti, mas posso dizer seguramente que tudo me cativou nessa produção em preto e branco que conseguiu ser ao mesmo tempo divertida e emocionante, mesmo com os poucos recursos cinematográficos aos quais tinha acesso em plena década de 40.

A primeira coisa que me prendeu e encantou foram os créditos iniciais: eram letras e desenhos preparados cuidadosamente a mão, e cada papel era tirado um a um para que os nomes principais do filme fossem revelados. Achei belíssimo. E pensei que na era digital em que estamos, ninguém mais se daria ao trabalho de desenhar caprichosamente em uma folha de papel para exibir os créditos de um filme.

Em seguida vem a história batida do anjo errante e sem asas que precisa ajudar um humano a não fazer bobagens. E então, o flash-back de toda a vida do personagem principal: George Bailey, um garoto divertido, bondoso e determinado que, ao ver seus objetivos impedidos dia após dia, se torna estressado, preocupado e abatido.


Contudo, ao longo de sua vida, George salvou a vida de muitas pessoas. Foi bondoso sem achar que a sua bondade realmente tivera importância. Casou com a mulher que amava e teve quatro filhos, uma bela família que acabava prejudicada pela frustração do pai. Será preciso que George enxergue o quão importante fora e é para que ele salve, dessa vez, a sua própria vida. E de quebra, dê um par de asas para o seu anjo responsável.

Com belíssimas cenas e intérpretes condizentes ao ritmo e mensagem do filme, "A felicidade não se compra", do diretor e produtor Frank Capra, é um típico conto de Natal cativante e envolvente, o suficiente para me fazer derramar algumas lágrimas ao fim. E, acredite, isso é raro. Um filme simples e indispensável no repertório de qualquer cinéfilo. E, se possível, de qualquer ser humano também.

Trailer "A felicidade não se compra"



Sobre por que as mães gritam

Hoje recebi um e-mail desses comuns, que a gente lê para passar o tempo. Então, não vou dissertar muito a respeito e mostrar-lhes o conteúdo...













Ah... Se fosse filho meu...

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Sobre Entrevistar

Se há uma coisa realmente produtiva e apaixonante na minha profissão é essa tal de entrevista.

É impressionante o quanto se aprende com outras pessoas se você está disposto a ouvi-las. E, logo eu, que sempre gostei de responder, vou inventar de perguntar. Cheguei à conclusão que perguntar é, de fato, bem melhor que responder. Primeiro, você não corre o perigo de falar nada inapropriado... no máximo, faz uma pergunta mal-feita, mas nada que coloque tudo a perder. Depois... conhecer experiências, sensações... adentrar as possibilidades de outrém é tão mais instigante que centrar-se no próprio umbigo.

Claro, nem toda entrevista é realmente aproveitável. Pessoalmente, gosto de fazer perguntas pouco definidas, que dão abertura ao entrevistado ir longe... viajar e contar coisas que eu nunca imaginei escutar. Às vezes, moram aí as maiores descobertas. Gosto de ser surpreendida, ou não precisaria sair de casa para apurar pautas. A indução já seria o suficiente.

De toda forma, houve uma inspiração para esse post: tive a alegria de realizar duas boas e satisfatórias entrevistas hoje. A primeira, com a Miss Rio Grande do Norte, Daliane Menezes. E a segunda, com o jornalista, escritor e blogueiro, Antônio Nahud, editor do Falcão Maltês. Ambas as entrevistas com focos e formatos diferentes, mas recheadas de conteúdo e aprendizagem.



A primeira, com Daliane Menezes, foi tão divertida  e admirável quanto a personagem entrevistada. Daliane conseguiu tirar o resto de preconceito que eu ainda tinha dos concursos de misses. Não é culpa dessas garotas se há um padrão de beleza pré-determinado em que elas se encaixam. O que realmente importa é que elas se esforçam, lutam e sacrificam-se não apenas para serem bonitas, mas pelo prazer e determinação de poderem representar as suas cidades, estados e países em um concurso que não se restringe a beleza. Certo que é um pré-requisito. Um pré-requisito o qual sempre achei fútil. Mas Daliane e sua simpatia, amabilidade, inteligência e beleza me fizeram acreditar que o concurso é, mais que futilidade, uma oportunidade para moças de bom coração tentarem orgulhosamente levar olhares para ângulos invisíveis da sociedade. É como se a beleza fosse apenas a ponte para um objetivo maior. O melhor foi descobrir sobre a vida daquela mulher cuja pernas unidas aos saltos eram quase suficientes para ultrapassar os meus 1,52m, de cabelos, unhas e sorriso impecáveis. Descobrir que ela já usara óculos para contornar os seus 10 graus de miopia... ou mesmo que já havia sido uma criança gordinha e traquina. À uma primeira vista, é quase impensável que Daliane não tivesse sido criada em uma caixinha de cristal. E ao fim da entrevista ela já me chamava de "Andressinha". Podem me chamar de facilmente manipulável, mas, esse ano, assistirei ao Miss Brasil com a empolgação de uma final da Copa do Mundo entre Brasil e Argentina. E meu lado cearense que me perdoe, mas minhas torcidas serão voltadas para a doce Daliane.

A segunda entrevista, com Nahud, foi tão gratificante quanto a primeira, embora mais breve. Para uma matéria sobre o Cinema Cult, vi em Nahud uma excelente fonte. Com todo o seu histórico, não me surpreenderia se sequer conseguisse chegar até ele. Porém, para minha surpresa, o jornalista e escritor baiano foi mais acessível que o meu próprio pai teria sido em uma entrevista. Eu, que esperava encontrar um homem sério com postura europeia, um tanto breve e que não me daria tanto crédito, encontrei um homem com a simpatia de um garoto, simples ao marcar a entrevista em um local popular, e extremamente atencioso a ponto de, ao fim da entrevista técnica, responder mais um questionário acerca da profissão que compartilhamos. E ainda prometeu-me um dos seus livros publicados, o qual, com certeza, terei completo prazer em cobrar.

Certamente, nas entrevistas, pequenas elas que sejam, o conteúdo não é o mais importante. Mas o que se consegue tirar das personalidades que se desvendam. Daliane Menezes e Antonio Nahud, quase tão contrastantes entre si quanto admiráveis individualmente, foram o meu maior aprendizado do dia.

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