terça-feira, 12 de abril de 2011

Sobre The Lonely Island

Esses caras fogem totalmente ao tipo de postagem do blog... mas como eles salvaram o meu humor hoje, merecem um espaço!

Não vou dissertar muito sobre eles, pois não tenho tanto cacife para isso. Só digo que eles são uma banda americana existente há dez anos e cantam músicas no gênero comédia/paródias. Em seus vídeos, quase sempre aparecem artistas famosos, como Akon, Blake Lively, Jessica Alba e até Susan Sarandon. Só não me perguntem como eles acabam parando lá. Quanto ao mais, Wikipedia.

Morram de rir:


Clipe "I Just Had Sex", Lonely Island feat. Akon


Canal no Youtube do The Lonely Island
Twitter do The Lonely Island

Stacy & Roxy

Por muito tempo mantive um vídeo da dupla Stacy Westfall e Roxy na página "Vídeo" do meu blog quando ele ainda chamava-se Cultive Rosas.

De repente, me deu uma vontade de postá-lo novamente... talvez pela simpatia que tenho pela confiança mútua delas. Pela parceria, companheirismo, dedicação... E sem chicote... sem sela. É tão possível domar animais sem fazer o uso da força, apenas com carinho e paciência, como também é possível fazer o mesmo com humanos.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Dia 07 de abril: dia do jornalista

[Homenagem atrasada, mas finalmente apareceu!]

Por Themis Lima

O jornalismo é uma atividade ampla, que acompanha tradições, revela mitos e conta revoluções. O perfil do jornalista é o profissional apaixonado pelo que faz, mas que caminha a duras penas ao lado de sua votação: ele escolta a notícia aonde quer que esteja. Em comemoração aos trabalhadores do jornalismo, o dia 07 de abril é festejado oficialmente como o Dia do Jornalista.

Não há data concreta para o surgimento do jornalismo, só as impressões do que possa ter sido seu berço. Há quem suponha que seu nascimento acompanhou os primeiros passos da imprensa, na Suméria, séculos antes de Cristo. Em suportes de cera e argila, sob moldes cilíndricos que formatavam a ‘informação’, para alguns, já se fazia jornalismo. Outros indicam que foi em Roma a origem da atividade periodista: Acta Diurna era o nome da folha diária – que não era de papel – publicada pelas autoridades romanas, e que surgiu por volta de 60 a. C.


 

 Apesar disso, a hipótese de mais peso assegura que o jornalismo passou a existir, como o conhecemos, junto à imprensa móvel, criação do inventor alemão Johannes Gutenberg. Foi a partir da segunda metade do século XV, então, que o mundo pôde imprimir suas ideias e os vigilantes da informação puderam notificar seus informes com mais facilidade.

Quanto mais o jornalismo se consolida como profissão, mais o mundo descobre sobre si. Das simples notícias às grandes reportagens, o propósito é de fazer saber. Com o aparecimento do rádio e da televisão, na primeira metade do século XX, e da internet, a irmã-prodígio das comunicações, o jornalismo vem ganhando feições sensoriais e aproxima cada vez mais quem fala de quem vê.

Para o jornalista e professor doutor de Jornalismo Impresso da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Emanoel Barreto, que conta 37 anos de profissão, o jornalismo é um grande exercício democrático e plural. “Ele é também uma atividade empresarial, mas ele tem na sua essência, na sua matriz profunda, um compromisso com a democracia”, afirma. Segundo o professor, a primeira voz a ser silenciada em um processo ditatorial, por exemplo, que exclui a democracia por princípio, é a da imprensa.

Apesar da força que exerce sobre a sociedade, o jornalismo vem sofrendo questionamentos sobre seu futuro. A internet e sua capacidade de conceder espaço e voz aos indivíduos, que antes eram apenas os receptores dos veículos tradicionais, tornaram o mundo um grande painel virtual, que parece desdenhar da era do papel. Para Barreto, ainda é cedo para falar na quebra do impresso: “Isso é uma ideia, no mínimo, apressada. Não é porque a internet vem ganhando espaço que os jornais vão pura e simplesmente fechar suas portas. O jornalismo impresso e a internet não são como dois corpos físicos, que não podem ocupar o mesmo lugar no espaço. São duas situações sociais que tem diversidades e proximidades”, explica. A saída sugerida pelo professor, e por muitos que acompanham mudança, é a adaptação do conteúdo para a nova realidade: um novo jornalismo para um novo leitor.

A multidão de vozes proporcionada pela rede virtual trouxe à tona um velho questionamento que divide opiniões e amedronta os sindicatos e associações: a exigência do diploma para o cumprimento do jornalismo. A lei n° 5250, a Lei de Imprensa, foi interrogada e derrubada pelo Superior Tribunal Federal em abril de 2009 e levou a sociedade a perguntar até onde vai a importância das cadeiras universitárias.

Mesmo sem idade precisa, e sem futuro traçado, o jornalismo permanece como tronco da sociedade, que se divide em braços e posições distintas, mas que, juntas, acrescentam pontos à verdadeira democracia.

domingo, 10 de abril de 2011

Sobre Itty Bitty Titty Commitee

Sempre fui completamente contra os rótulos que se colocam nos filmes que apresentam casais homossexuais. Quer dizer... se há um filme em que Tom Cruise e Cameron Diaz beijam-se, casam, ou fazem o que se deve fazer em um relacionamento hétero, ninguém diz que assistiu a um filme heterossexual. Porém, se Angelina Jolie e Winona Ryder beijam-se em determinado filme, automaticamente, ele passa a ser um filme homossexual. Ponto.

Portanto, não vou dizer que Itty Bitty Titty Commitee (2007) é um filme gay. Não, ele é uma comédia alternativa americana, filmada com fundos na organização Power Up. Trata, primeiramente, de feminismo, revolução, juventude, radicalidade, direitos e, ainda, o homossexualismo em alguns contextos.

O romance indeciso e confuso de Anna (uma aspirante a universitária um tanto sem graça que acabou de levar o seu primeiro pé-na-bunda) e Sadie (uma garota tão revolucionária em suas ideias quanto submissa em seu relacionamento com uma mulher que mais parece ser sua mãe) se torna apenas um complemento para o foco principal do filme: A defesa dos direitos feministas, não apenas os constitucionis, mas os ideológicos. "Abaixo a ditadura do pênis" é a mensagem que a C(i)A (Clits in Action), grupo feminista formado por mulheres heterossexuais, gays e transsexuais, tenta passar.

Não vou mentir. Itty Bitty Titty Commitee é um filme de mulheres para mulheres. O filme, desde a direção até a edição, é feito por mulheres. Mesmo no elenco, contam-se os nomes masculinos. E tenho minhas dúvidas se a maioria dos homens aguentaria os vinte primeiros minutos do filme. Anyway...

Embora um tanto radicais, as ideias propostas na produção são bastante interessantes. O filme condena desde o impulso social para que as mulheres sigam um determinado padrão físico e ideológico, até a instituição matrimonial, a qual, segundo a C(i)A, é mais uma forma de subjulgar a mulher à figura masculina.

Cena em que a C(i)A picha o vidro de uma loja de roupas para mulheres magras e troca os manequins para formatos variados, defedendo a ideia de que "Mulherem vêm em todos os formatos"


Itty Bitty é um filme dinâmico e divertido, formado por aquele elenco que você sabe que já viu em algum lugar, mas não lembra onde. Contudo, todos fazem um bom trabalho, de forma a serem compatíveis com a proposta do filme. As câmeras nervosas que parecem ser gravadas com uma digital de 5.0 px dão uma visão mais amadora ao mesmo tempo que original ao filme.

Vencedor de dois festivais na categoria Melhor Enredo, Itty Bitty Titty Commitee é capaz de prender pelos pequenos detalhes mesmo aqueles que não concordam com as suas ideias. Um filme mediano, mais para mais que para menos. Um ótimo passar de tempo para aqueles que desejam fugir um pouco das produções hollywoodianas.

Trailer - Itty Bitty Titty Commitee

terça-feira, 5 de abril de 2011

A cada 36 horas, um homossexual é morto no Brasil

Link original do texto no Instituto Humanitas Unisinos

Em 2010, 260 gays, travestis e lésbicas foram assassinados no Brasil. De acordo com um relatório do Grupo Gay da Bahia (GGB), divulgado nessa segunda-feira, a cada um dia e meio um homossexual brasileiro é morto. Nos últimos cinco anos, houve aumento de 113% no número de assassinatos de homossexuais. Apenas nos três primeiros meses de 2011 foram 65 assassinatos.


 A reportagem é de Daniella Jinkings e publicada pela Agência Brasil, 04-04-2011.
Entre as vítimas, 54% são gays, 42%, travestis e 4%, lésbicas. Para o antropólogo responsável pelo levantamento, Luiz Mott, as estatísticas são inferiores à realidade. “Esses 260 assassinatos documentados são um número subnotificado, porque não há no Brasil estatísticas oficiais de crimes de ódio. Para os homossexuais, a situação é extremamente preocupante.”

O estudo também aponta que o Brasil lidera o ranking mundial de assassinatos de homossexuais. Nos Estados Unidos, foram registrados 14 homicídios de travestis em 2010, enquanto no Brasil, foram 110 assassinatos. Além disso, o risco de um homossexual ser morto violentamente no Brasil é 785% maior que nos Estados Unidos. De acordo com Mott, esse aumento é resultado do aumento da violência e da impunidade. “Há um crescimento da quantidade de assassinatos. Além disso, menos de 10% desses assassinos são presos e sentenciados. Atualmente, a visibilidade dos gays é maior, pois há muitos se assumindo e isso provoca o aumento da intolerância.”

Entre os estados brasileiros, a Bahia lidera, pelo segundo ano consecutivo, o ranking nacional. Foram 29 homicídios em 2010. Alagoas ocupa a segunda posição, com 24 mortes; seguido pelo Rio de Janeiro e São Paulo, com 23 assassinatos cada. De acordo com o relatório, Alagoas também é o estado que oferece maior risco para os homossexuais. Maceió é a capital onde mais gays são assassinados - com menos de 1 milhão de habitantes, a cidade registrou nove homicídios.

Segundo o estudo, o Nordeste é a região mais homofóbica do país. O Nordeste abriga 30% da população brasileira e registrou 43% dos homossexuais assassinados. Vinte e sete por cento dos assassinatos ocorreram no Sudeste, 9% no Sul, 10% no Centro-Oeste e 10% no Norte. O risco de um homossexual do Nordeste ser assassinado é aproximadamente 80% mais elevado que no Sul ou no Sudeste.

De acordo com Mott, essa situação pode ser revertida com educação sexual nas escolas, maior rigor da polícia e da Justiça, políticas afirmativas que garantam a cidadania plena de 10% da população e maior cuidado dos próprios gays, travestis e lésbicas.

O GGB vai denunciar o governo brasileiro à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) e à Organização das Nações Unidas (ONU) por crime de prevaricação e lesa humanidade contra os homossexuais.

Desabafo

Por tantas vezes histórias reais são distorcidas pelas vozes mais altas. Por tantas vezes, os jornais divulgam o que o governo quer que as pessoas saibam e recusam-se a olhar por aqueles que imploram pelo espaço de um quarto de página e não têm dinheiro para pagar por ele.

Histórias são insistentemente contatas e recontadas, com ênfases e detalhes, a um jornalista, e um assessor bem pago ou uma boa assistência jurídica conseguem transformá-las em balela com a rapidez de um carro que não deixa mais que poeira no caminho por onde passou.

Então, quando escolho dar voz a quem me pede a oportunidade de divulgar a verdade, quando resolvo criticar imoralidades e irregularidades governamentais e dar um pouco de dignidade a uma situação sufocante sou chamada sensacionalista.

Talvez seja mesmo um erro escolher um lado. Não. Talvez seja mesmo um erro escolher o lado do mais fraco. Talvez eu devesse, como jornalista, apenas jogar opiniões e declarações, enfatizando aquela que tem mais a me oferecer. Contudo, eu tenho uma opinião própria e faço questão de expressá-la, sensacionalista ou não.

Talvez eu devesse mesmo é ser escritora, e não jornalista.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Sobre Freaks, de Tod Browning

Me recuso a utilizar a denominação brasileira para o filme de terror/comédia/drama/sociologia do diretor Tod Browning - o realizador de Dracula (1931). "Monstros" é quase uma ofensa à mensagem repassada pelo filme Freaks.

O filme em preto e branco de 1932 é chocante por demonstrar verdadeiramente o que, hoje em dia, utilizaríamos programas de edição gráfica para montar. O ambiente? Um circo. Lugar de alegria, gargalhadas, bichos e pessoas felizes, certo? Errado.


Os "bichos" de Freaks são pessoas comuns com apenas uma diferença: elas são aberrações - e não monstros.

O contexto é o dia-a-dia dessas adoráveis e horríveis - depende do ponto de vista - criaturas no circo em que são atrações. Mas claro que lá também há pessoas "normais" como a esnobe trapezista Cleopatra e homem forte Hercules, amantes e companheiros de discriminação contra os Freaks.



Cleopatra vê em Hans, o cordial e rico anão do circo, a possibilidade de ganhar dinheiro para esbanjar com Hercules e, mesmo que o homenzinho lhe deixasse enojada, ela o seduz e casa-se com ele. Na cerimônia, os freaks, sempre unidos, resolvem dar uma carta de credibilidade a Cleopatra e cantam uma música com a finalidade de aceitá-la em seu ciclo. Infelizmente - para a trapezista - ela estava bêbada e acaba demonstrando o seu desprezo juntamente com Hercules.

A vingança dos freaks é, na minha opinião, a única parte "aterrorizante" do filme, mas como torci para aquilo desde que não simpatizei nem um pouco com Cleopatra, só consegui exclamar um "Bem feito!" ao fim da cena.


Freaks é, na verdade, um dos filmes mais lindos e humanos que já assisti, graças à indicação do colega Cefas Carvalho. E cada freak - Daisy e Violet, as gêmeas siamesas de gostos e humores completamente divergentes, o engraçado homem-torso, e ainda o inteligente e sério homem-cobra (cujo ator foi casado e pai de cinco filhos) - me encantou singularmente.


Freaks é, mais que um filme comum, uma lição de vida e uma crítica ao pensamento da época, ainda mantido por muitos de nós.

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